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The Walking Dead Episode 1: A New Day PC análise
Esse se Vira
 
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Niterói, RJ
#  The Walking Dead Episode 1: A New Day PC análise
[img]hide:aHR0cDovLzEuYnAuYmxvZ3Nwb3QuY29tLy1QU3pCVENfRVptQS9VTEpSUDJiYW54SS9BQUFBQUFBQUNscy92bnR4Q2Z5aHZsRS9zMTYwMC9UV0QtZ2FtZS10aGUtd2Fsa2luZy1kZWFkLWdhbWUtMzE5MjI4MjAtMTI4MC04MDAuanBn[/img] A Telltale Games tem sido responsável por manter o gênero de jogos adventure respirando por um tempo; este que se considerava morto pelo final da década de 1990, com o avanço de jogos de ação em primeira pessoa no mercado e monstros como Counter Strike, Quake e o novato Halo prendiam a atenção de cada jogador no mundo. Fundada em 2004, seu foco sempre foi a disponibilização de jogos adventure online e com uma periodização, em que o jogo seria dividido em episódios, como em um seriado. A fórmula foi aplicada em diversos dos seus jogos, desde Sam & Max até o clássico Tales of Monkey Island. Com certa experiência no currículo, a Telltale investiu na compra de licenças de IPs para seus próximos projetos, resultando no sucesso moderado de Back to the Future e no fracasso de Jurassic Park. Agora, mais um projeto licenciado vem para a biblioteca da produtora. Com a supervisão do criador dos quadrinhos Robert Kirkman, The Walking Dead The Game é o projeto mais ambicioso posto por ela. Começando com A New Day, será que a Telltale mantém o espírito dos jogos adventure em conjunto com o clima apocalíptico dos quadrinhos ou seria esse o fim de um gênero junto de um conto falho de zumbis? Enredo O primeiro dos cinco episódios nos apresenta Lee Everett, um prisioneiro no seu caminho para fora de Atlanta em uma escolta policial. Após alguns minutos de conversa, o carro bate em alguém e sofre um acidente. Lee sobrevive, mas se vê atordoado com uma perna ferida e rodeado por mortos vivos. Ele consegue escapar ao pular a cerca de uma casa, onde ele procura por ajuda. A casa parece abandonada, mas Lee encontra um walkie-talkie e recebe uma chamada de uma garotinha. Seu nome é Clementine e ela está escondida na casa da árvore de sua casa. Seus pais estavam de viagem para uma cidade litoral, Savannah, quando a infestação começou. Então Lee se compromete a proteger Clem até eles encontrarem seus pais. E está é a premissa de The Walking Dead. Falar mais do que isso seria entregar a história e a surpresa. E é disso que se trata, a sobrevivência do grupo e situações inesperadas que devem ter uma solução rápida. Em relação a personagens, há um trabalho fino. Lee e Clementine são instantaneamente carismáticos, e não há como negar que os que você encontrar pelo caminho serão da mesma forma, seja para amá-los ou para odiá-los. Nesse primeiro episódio temos um agrado para os fãs da HQ, com aparições de Hershel e Glenn, colocando o enredo em paralelo com o da revista. E para desenvolvê-lo, tudo vai depender das decisões que você tomar, sendo que desde já algumas difíceis terão que ser tomadas, como com quem se aliar e entregar ou não a arma a uma pessoa desesperada, além de pensar levando em conta o que Clementine irá pensar sobre elas. O fim, óbvio, fica em aberto para que se possa esperar por algo mais no episódio 2, e ainda vem com uma prévia das cenas do próximo episódio, mas não há como negar que de começo há um ótimo pacote entregue ao jogador com esse episódio 1. Visual Ao ver as primeiras imagens de The Walking Dead, você pode pensar que é cartunesco demais e que não faria jus ao nome da série ou HQs. Bem, engano seu. O visual em cell-shading, parecido com um desenho de quadrinhos, evoca o mesmo visual das HQs, e não faz feio. Personagens são bem característicos e detalhados e o ambiente é bem rico. As ruas de Macon, a pequena cidade que o grupo se abriga, a fazenda de Hershel, o motel abandonado, todos em seu brilho próprio. Bem, o máximo de brilho que se pode ter num apocalipse zumbi. E quanto às estrelas de verdade, bem, só quando estão sendo mutilados. Zumbis tendem a repetir o visual de tempos em tempos, mas procure enfrentar um e você verá uma cena grotesca e de visual sanguinolento. E esse é o prazer que fica. Alguns pequenos glitches de personagens deslizando ou "piscando" numa cena aqui e ali, algumas legendas que demoram a carregar, mas nada que atormente a experiência dos jogadores. Só os zumbis fazem isso. Jogabilidade Como é de praxe para a Telltale, o jogo é um apontar-e-clicar. Não, você não irá jogar um FPS com arsenal de armas e litros de sangue de zumbi na sua tela. The Walking Dead se baseia na exploração e enredo. Porém este aqui parece um passo à frente dos jogos adventure. Você anda naturalmente com Lee com as teclas direcionais e usa o mouse para selecionar itens do cenário ou pessoas, e selecionar uma ação quanto a eles com os números do teclado. Lee pega itens, mas não precisa gerenciá-los, uma barra lateral esquerda te mostra quais você possui e dependendo do que eles forem servir aparecerão como ação selecionável. Ao dialogar com personagens, Lee terá uma opção de falas e que geralmente apresentam um tempo para serem escolhidas. Você pode escolher uma delas ou o silêncio, mas dependendo do que escolher isso afetará o humor ou a ideia que a pessoa tem por você. E assim como suas escolhas afetam o presente, elas afetam o futuro também, pois a cada escolha uma nota aparece no canto superior esquerdo da tela, avisando que tal pessoa não se esquecerá do que você disse ou fez, ou que elas captaram seu humor ou o que você escolheu. Isso pode acarretar em inúmeras situações, como alguém desacreditando em você e num futuro próximo ela deixar de te ajudar em uma situação, fazendo você ficar com todo o trabalho. Então analise todas as opções dentro do tempo e espere pelo melhor. Volta e meia, principalmente em confrontos com zumbis, um QTE ( Quick Time Event) apareça, exigindo que um botão seja pressionado repetidas vezes. No geral, não é grande coisa, mas a jogabilidade é bem implementada, por vezes até mais sensato do que se fosse um jogo de tiro em 1a pessoa. Mas não é um mar de rosas; os controles levemente tendem a falhar, como quando se deve clicar rapidamente, mas o jogo mostra a tela de Game Over por você "não ter agido à tempo". E a locomoção mostra um problema persistente no quesito de paredes "invisíveis", com Lee deslizando frente à tela ou um obstáculo que ele aparentemente devia desviar naturalmente. Mas, ainda assim, não há nada que possa tirar o brilho do jogo e grande parte de jogos Adventure, a sua história. Apontar e clicar funcionam muito bem, no final das contas. Som Uma boa história precisa de bons personagens, é o que a equipe de dublagem fez é simplesmente soberbo. Dave Fennoy e Melissa Hutchinson certamente não aparentam em nada com Lee e Clem, mas suas vozes com certeza são o mais próximo que eles têm. Sua atuação vocal evoca sentimentos e credibilidade nos personagens e suas situações, e isso vale para todos os personagens e seus dubladores; alguns são muito bons em serem desagradáveis, outros muito bons em serem misteriosos. Mas todos interpretam seus papeis impecavelmente. A trilha sonora é exatamente o que eleva o tom de narrativa do jogo. Sempre suave em momentos calmos e aflitiva em momentos agitados, mas há momentos em que se intercala com o silêncio, bastando apenas a atuação vocal para criar o tom emocional. Zumbis e armas fazem um certo barulho, e pode-se dizer que os efeitos sonoros são, em suma, decentes. Não perfeitos, devido a algumas dessincronizações de áudio, mas decentes. Conclusão Não há como negar: The Walking Dead é algo ambicioso e satisfatório. É algo que dá ar fresco a um gênero há anos trancado num porão, só esperando o momento de retornar triunfalmente. Com tantos gêneros apelativos a uma geração de jogadores voltados para a ação, é de impressionar que um jogo Adventure de apontar-e-clicar prenda a atenção tão facilmente. The Walking é mais do que um jogo, é uma experiência. E uma experiência que foca muita bem em sua história de um cara e uma menina trabalhando juntos para se conhecerem e sobreviverem ao que pode ser a condenação da humanidade. Para um começo de conversa, este pode ser o melhor jogo de zumbis que exista. Vejamos o que mais vem pela frente. Nota:9.0 [img]hide:aHR0cDovL3N0YXRpYy50aGV3YWxraW5nZGVhZC5jb20uYnIvMjAxMS8xMi90aGUtd2Fsa2luZy1kZWFkLXRoZS1nYW1lLTMuanBn[/img]
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#  Re: The Walking Dead Episode 1: A New Day PC análise
Análise oficializada na home. [url]hide:aHR0cDovL3d3dy5nYW1ldmljaW8uY29tL2kvYW5hbGlzZXMvMi8yODUwLXRoZS13YWxraW5nLWRlYWQtZXBpc29kZS0xLWEtbmV3LWRheS1wYXJhLXBjL2NyaXRpY2EvZ2FtZXZpY2lvL2luZGV4Lmh0bWw=[/url]
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